Com a proximidade de todo 21 de abril, é inevitável que meus olhos e meu coração pousem nos dias, noites e madrugadas que, há 27 anos, antecederam a mesma data.
As circunstâncias e a forte emoção que envolveram a morte do presidente Tancredo, fazem com que aqueles dias ainda estejam próximos de muitos de nós.
É difícil quando toda a História é apenas uma meia História …
É sempre bom lembrar que, diferente de ações menores, o destino da ação política que merece esse nome, é se transformar em História.
Em 2010, na Câmara Municipal de Belo Horizonte, tive a oportunidade de reviver momentos importantes da nossa História, através dos passos de Tancredo.
Veja o que eu falei naquela ocasião:
Meus amigos.
Antes de mais nada, agradeço, em nome de toda a minha família, a homenagem que a Câmara de Vereadores de Belo Horizonte presta hoje ao Presidente Tancredo Neves, no ano de seu centenário.
Pensei muito em quais deveriam ser as minhas palavras que escolhi deixar aqui hoje.
Eu poderia falar da biografia do presidente Tancredo.
Poderia falar do promotor, do vereador, do deputado estadual, deputado federal, senador, governador, presidente eleito do Brasil.
Poderia falar do grande líder. Poderia falar do homem que, em silêncio, nos relembrou uma antiga, verdadeira e valiosa lição: a de que existem causas que valem mais que nós mesmos.
Poderia falar da sua biografia formal e talvez até pudesse relatar algumas passagens da sua vida que sejam desconhecidas para alguns dos senhores.
Mas não são essas as palavras que optei por deixar com os senhores essa noite. Não vou me ater à biografia formal do Presidente.
Em homenagem a ele, vou falar de escolhas.
Porque foram as escolhas que Tancredo fez ao longo da sua vida que o transformaram no homem que ele foi: um homem capaz de liderar multidões e enternecer indivíduos.
Como são as escolhas que nós fazemos no nosso dia a dia que nos fazem crescer ou diminuir diante de nós mesmos.
Dizem que os verdadeiros líderes são raros. Porque são poucos os homens capazes de se fundir e se confundir, em determinado momento da História com o seu próprio povo.
São poucos os homens capazes de serem depositários da confiança e dos anseios da sua gente.
Dizem que os líderes são fundamentais na História das civilizações não apenas pelo que eles são capazes de representar e pelas decisões que são capazes de tomar.
Eles são fundamentais porque são reflexo da sua gente. E, por isso nos permitem ser melhores, maiores. Eles nos fazem mais fortes.
Os verdadeiros líderes tornam seu povo melhor e, por isso, tornam o mundo melhor.
Tancredo foi um líder.
Por ser um líder fez as escolhas que fez. E as escolhas que fez fizeram dele um líder maior.
À primeira vista, parecem existir dois Tancredos.
Um, extremamente ameno no trato e nas palavras. Outro, corajosamente radical nas ações e nos gestos.
A fusão dos dois fez um homem por inteiro. Comprometido, sempre, com a ordem democrática. Absolutamente leal aos companheiros, honrando a palavra que empenhava, transformou-se num interlocutor confiável na cena política durante décadas.
E, surpreendentemente, nunca buscava os holofotes.
Tancredo de Almeida Neves, cujo centenário de nascimento e a lembrança dos 25 anos de sua morte se dão neste 2010, está entre os atores políticos de maior relevância no Brasil da segunda metade do século 20, bem como entre os que mais foram corajosamente coerentes.
Ele costumava dizer: “Na política, só se lembram de mim na hora da tempestade”. Era verdade. Tancredo assumiu lugar de importância nacional em 1953. Com apenas 43 anos de idade, foi escolhido pelo presidente Getúlio Vargas como ministro da Justiça, considerada a pasta mais importante da época. Havia sido opositor do Estado Novo, advogara para trabalhadores e chegou a ser preso duas vezes no período. Mas considerava que Getulio, ao ser eleito, ganhara legitimidade popular.
Foi fiel ao presidente Vargas até o seu último instante. Em 1954, na última reunião do Ministério, quando os ministros militares diziam ser impossível enfrentar o golpe que se anunciava e pediam o afastamento do presidente, Tancredo se ofereceu para ir pessoalmente dar voz de prisão aos rebelados. “Mas você pode ser morto”, disse um deles. “A vida nos reserva poucas oportunidades de morrermos por uma boa causa”, respondeu.
Tancredo costumava se lembrar da última noite de Getúlio com emoção.
Sempre dizia que não conhecera ninguém em quem o senso de dever e o amor ao país fossem tão fortes. Lembrava da noite em que já se preparava para sair do Palácio do Catete quando o Presidente Vargas o chamou e lhe entregou a sua caneta pessoal, com a qual teria assinado a sua Carta Testamento. “Uma lembrança desses dias conturbados”, disse ele. Tancredo guardou a lembrança e quando saía do prédio escutou o tiro com que o presidente se suicidara. Correu aos aposentos dele e ajudou a filha dele, Alzira, a socorrer o pai.
Dizia que os olhos do presidente circularam pelo quarto, passaram pelos dele até se fixarem nos da filha. Ele morreu olhando para ela.
Extremamente abalado, Tancredo chegou para o enterro do presidente Vargas em São Borja, no Rio Grande do Sul. Fazia muito frio. Oswaldo Aranha lhe emprestou um cachecol que ele guardou, dobrado, na sua gaveta de objetos pessoais por toda a vida. De São Borja, enviou um telegrama ao então governador de Minas, Juscelino Kubitschek, denunciando a ação das forças golpistas. Há quem pense que o suicídio de Getúlio tenha atrasado em 10 anos o golpe militar. 1964 poderia ter chegado em 1954.
Em 1961, a renúncia do presidente Jânio Quadros pegou o país de surpresa. O vice-presidente João Goulart se encontrava na China, e começaram as articulações para impedir a sua posse.
Tancredo divulga um manifesto à Nação pedindo respeito à ordem democrática e que fosse garantida a posse do vice- presidente. O ambiente se agrava. Prioritário naquele momento era garantir que o vice-presidente chegasse ao país e ao governo.
Diante da irredutibilidade de setores militares, surge a solução parlamentarista. Tancredo vai de avião ao encontro de Jango no Uruguai. Haviam sido, Tancredo e Jango, ministros de Getúlio. A confiança entre os dois havia sido selada na antecâmara de uma tragédia. Em um momento de crise, quando o caráter e a fibra de um homem não podem se ocultar atrás de discursos de conveniência.
Por isso era Tancredo – e não outro – que poderia ter entrado naquele avião. O vôo que iria construir as bases de uma travessia.
Há quem diga que naquele encontro teria ficado implícita a certeza de que a alma brasileira, se consultada, não trairia a sua tradição presidencialista. Importante naquele momento era garantir que o vice-presidente tomasse posse. Era evitar que 1964 chegasse em 1961. Jango tomou posse. Tancredo foi escolhido primeiro-ministro. Deixou o posto de chefe de governo em 1962 para disputar as eleições para a Câmara dos Deputados. Eleito, se transformou em líder do governo João Goulart na Câmara dos Deputados.
Chegou 1964. O presidente do Congresso Nacional, Auro de Moura Andrade, declara vaga a Presidência da República apesar do presidente João Goulart se encontrar em solo brasileiro. Diante de uma Casa silenciosamente acovardada, escutam-se algumas vozes e gritos inconformados no plenário. Quem ouvir com atenção o áudio da sessão vai escutar nesses gritos, as vozes da consciência nacional. Entre elas, a de Tacredo.
Ouça aqui o áudio da sessão do Congresso Nacional: http://migre.me/8HYwp
Naquela época, também deputado, Almino Afonso conta: “Até hoje me recordo com espanto do deputado Tancredo Neves, em protestos de uma violência verbal inacreditável para quantos, acostumados à sua elegância no trato, o vissem encarnando a revolta que sacudia a consciência democrática do país. Não deixava de ser chocante ver a altivez da indignação de Tancredo e o silêncio conivente de muitas lideranças do PSD”.
O jornalista José Augusto Ribeiro diz que, ao sair dessa sessão, o indignado Tancredo deu uma entrevista: “Acabam de entregar o Brasil a 20 anos de ditadura militar!”. Tancredo enfrentou soldados para se despedir pessoalmente de Jango.
E 1964, adiado tantas vezes, finalmente chegou. O primeiro momento, fortemente simbólico, foi a eleição do Marechal Castelo Branco. Em toda a bancada do PSD, apenas dois deputados negam o seu voto ao Marechal. Tancredo foi um deles.
Vieram as cassações. Os inquéritos policiais militares. Nem os ex-presidentes são poupados. Juscelino foi convocado a depor. Não foi sozinho. Tancredo o acompanhou aos depoimentos. Solidário.
Exilado, o talvez mais festejado Presidente que o país já tivera, se dirigiu ao aeroporto para deixar o Brasil. Era o ex-presidente bossa nova. Era um ex-presidente da República que seguia rumo ao exílio.
Três pessoas acompanharam JK até o avião. Duas eram da família. A outra era Tancredo. “Me lembro que a sua foi a última mão que apertei antes de deixar o Brasil !”, disse Juscelino na primeira carta enviada a Tancredo do exílio.
São anos de um paciente ostracismo para Tancredo.
Morre o presidente João Goulart no Uruguai. O governo militar, a princípio, se recusa a permitir que ele fosse enterrado no Brasil.
Começam diversas articulações. Tancredo recusa conselhos e vai ao general Golbery do Couto e Silva: “Ninguém pode negar a um presidente o direito de descansar entre o seu povo!”, disse ele ao general. E, quando a conveniência indicava, de novo, o contrário, lá estava Tancredo, de novo, em São Borja. Mais uma vez, a memória de Almino Afonso: “Era a única liderança de porte nacional presente no cemitério”.
Morre Juscelino. De pé, Tancredo velou o presidente. É de Tancredo o mais forte e emocionado discurso de homenagem ao ex-presidente.
Trinta anos depois de 1954, é a vez de 1984. A campanha da Diretas Já ocupou as ruas e o coração do país. Tancredo participou, articulou, discursou. Mas conhecia a História. Ali, estavam maduras as condições para deixar 64 para trás. Ideal que fosse pelo voto direto. Se não pudesse ser, que fosse por outro caminho. Importante era abrir a porta de saída do regime autoritário. A porta, que ele ajudou a não deixar que fosse aberta em 1954 e em 1961, precisava agora ser fechada.
De novo, era ele que precisava tomar aquele avião e construir uma nova travessia. Do ponto de vista da História, Tancredo estava pronto. Tinha que ser ele. Era o que se costumava ouvir dos analistas mais experientes. “Essa foi a última eleição indireta desse país”, foram as primeiras palavras do seu discurso como presidente eleito.
Getúlio, Juscelino e Jango sabiam do que ele estava falando. Sabiam o que havia custado chegar até ali. Saberiam o que ainda ia custar?
O avião decolou novamente. Desta vez o piloto não desembarcou. Mas conduziu o vôo a um pouso seguro.
Afonso Arinos disse: “alguns homens dão a vida pelo país. Tancredo deu mais, deu a morte.”
Me lembro dos olhos marejados de Tancredo relembrando com respeito e reconhecimento o gesto extremado de Getúlio. O extremado senso de compromisso de Getúlio com o país.
“Ele sabia o que estava em risco. Por isso não teve escolha”, costumava dizer. “Vocês não imaginam o que foi a multidão que acompanhou o funeral do Presidente”.
Foi ela, em torno do caixão do presidente Vargas que selou o pacto que impediu, naquele momento, o retrocesso da ordem democrática”, insistia em nos explicar.
Destino?
Mal sabia Tancredo que 31 anos depois, um outro Presidente envolto em profundo amor pelo Brasil e sabendo o que estava em risco, também não teria escolha.
Mal sabia ele que 31 anos depois, em 1985, uma outra multidão, em torno de um outro caixão, velaria o corpo de um outro Presidente.
E que ele também deixaria a vida para entrar na História.
Escolhas.
Disso é feito a nossa vida. Que possamos sempre nos orgulhar das nossas.







Eu estava no teatro com a minha mãe, assistindo a peça Feliz Ano Velho com o ator Marcos Frota. Lembro que quando acabou, ele nos contou chorando que Tancredo havia morrido. O silêncio foi emocionante e logo depois só se ouvia o choro da grande maioria dos espectadores. Nunca me esqueci disso.
Tive o imenso prazer e orgulho de estar presente neste dia na Câmara Municipal de BH, casa lotada e com o salão contíguo, com telão e som, também bastante concorrido.
Emocionamo-nos com as palavras de Andréa Neves, na data bem como agora quando as leio aqui.
Já copiei e guardei em meus arquivos pois, como em muitas outras, tanto de Andréa como de Aécio, são memórias para o nosso presente e para o nosso futuro..
Abraços.
Nunca mais vi um político como ele e nem o país parar da maneira que parou. Tancredo faz falta até hoje.
Quase chorei com esse texto… muito bom mesmo.
Lindo esse texto. Maravilhoso … sabemos muito pouco dessas histórias. Sempre soube que Tancredo era um grande homem. Seu texto deveria virar um curta.
Aula de história. Não segurei as lágrimas…Os caminhos da democracia nunca foram fáceis, mas sempre foram a escolha dos homens de caráter.
Andrea, o Tancredo foi mesmo um líder. Uma pessoa digna, leal, sempre interessado em fazer o bem.
Nossa Andrea, que emocionante isso, você deve sentir muito a falta desse digníssimo homem, né?!
Lembro bem quando Tancredo morreu. Era novo, tinha apenas 5 anos. Vi minha mãe em frente à televisão chorando, dizendo que o Brasil tinha perdido seu grande pai.
Em todos os lugares que ia, havia uma grande comoção.
A primeira viagem que minha mãe fez após a morte de Tancredo, foi à São João Del Rei, para visitar seu túmulo. Havia um cravo em cima do túmulo. Como não entendia direito o que estava acontecendo, peguei e o guardei. Até hoje tenho esse cravo comigo, e msm sabendo que não era do dia de seu enterro, guardo como se fosse.
Seu texto é lindo. Quanta coragem teve Tancredo. Obrigado por compartilhar conosco um pouco dessa História.
Que texto “intenso”! O seu avô foi um dos homens mais fantásticos deste país. Extremamente coerente e correto, foi nacionalista no tom exato. Foi corajoso e sensível e se entregou inteiramente por um amor verdadeiro. Não tem tamanho o respeito e o carinho que sinto por esse grande homem. E, por ele, contem sempre comigo. Sinto muita alegria por hoje ver os netos dele seguirem os seus passos e o seu exemplo…
Em suma: uma homem honrado! Parabéns pela historia da família, Andréa!
Lindo texto. Quanta coisa bonita nessa trajetória!
Andréa, me emocionei às lágrimas com suas palavras.
Meu pai participou da história que você resgata e testemunhou a grandeza do Dr. Tancredo em várias ocasiões… Ler suas palavras foi como escutá-lo, reverenciando a memória de seu avô. Como mineira, posso dizer que você e Aécio Neves honram, cotidianamente a memória deste grande homem.
Não só a família, mas todo o Brasil se orgulha das escolhas de Tancredo Neves. Grande homem…
As escolhas acertadas de Tancredo fizeram com que ele fosse líder de uma forma jamais vista.
Sabe, daria tudo para ter estado presente neste discurso, Andrea. Daqui deu pra sentir o que você escreveu.
Beijos, Andrea.
Andrea,com os olhos marejados de lagrimas li seu relato,sei um pouco da historia, pq tive a sorte de ter um pai livreiro, editor e nacionalista, profundamente,e que sempre reclamou de que o País não conta a sua propria historia, pouco se sabe da historia ,a origem dos rumos que o País tomou, e as consequencias de tudo…o exercito não fala dos expedicionarios, os que deram a vida por seu País, num ato heróico, e que depois nem puderam voltar com suas mulheres, ou os proprios filhos,quem não sabe historia ,não cria vinculo e não entende de onde vieram as coisas…temos um povo sem base,sem raizes politicas, facilmente manipulados, elefantes amarrados por barbante…Tancredo foi um Nacionalista, um líder, um Estadista, e o Brasil esta carente de novos Estadistas, e com um buraco no meio , de 25 anos, contados pelos pobres extremistas guerrilheiros…grata pelo seu relato, tão claro e objetivo, e tão vivo em minha alma,ainda sonhadora, que acompanhou a situação em 83,84, 85, que participei das diretas, moça ainda e estudante de direito,com a esperança e a ousadia propria dos jovens, que a turma do chapeu e o Aécio trazem a m inha alma,ainda esperançosa, que possamos um dia ter cidadania ,e sermos uma Nação…grata.
Tancredo Neves: ontem, hoje e amanhã.
Estou cursando o primeiro período de História, a fase mais importante da minha vida. Embora, ainda, os estudos referentes à História do Brasil estejam um pouco distantes, não deixo de ler e estudar tudo o que é publicado sobre o Presidente Tancredo Neves.
Uma vida inteira dedicada ao nosso povo, uma vida inteira em que a defesa da liberdade sempre esteve acima de tudo e de todos. Tancredo soube como ninguém, deixar um legado de perseverança, honestidade e lealdade que ecoa em nossa memória e afeto.
Talvez, falte aos políticos de nossa época um pouco do estilo Tancredo Neves de fazer política.
Recordo-me, neste momento, do dia de seu falecimento. Eu tinha apenas cinco anos de idade. Chorava muito, minha mãe e minha saudosa vovó não entendiam porque eu chorava tanto, pois estava em minha tenra infância. Hoje, depois de ter conhecido todo nosso país a frente da juventude partidária do PSDB, creio que meu pranto refletia um pouco do sentimento da época.
Tancredo é amado em todo o país. De Rio Branco a Natal, de Belém a Porto Alegre, seus exemplos sempre serão seguidos por todos aqueles que, assim como ele, acreditam que “enquanto houver neste país um só homem sem trabalho, sem pão, sem teto e sem letras, toda a prosperidade será falsa”
Geovani Pereira
Que texto maravilhoso….
Já sabia da grandeza de Tancredo, mas dessa forma, com tanta intimidade… foi a primeira vez.
Que homem. Vc deve ter muito orgulhos dele ter sido seu avô!!!
Eu chorei com seu texto.
E pensar que aquele homem baixinho tinha tinha tanta garra, carater e amor pelo seu povo.
Minha avó era alucinada com Tancredo. Até hoje, todo dia 21 de abril, ela acende uma vela para a alma dele. Para que ele descanse em paz.
Eu queria ter conhecido Tancredo. Não impossibilidade, contento-me em conhecer o que ele deixou de melhor para o Brasil. Belo texto. Escolhas realmente constroem uma vida. Exemplos ajudam a fazê-las.
A cada dia me surpreendo com as publicações do seu blog. Parabéns e continue o legado deixado por Tancredo, que muito contribui para um Brasil mais democratico e solidario.
Forte abraço e votos de felicidade.
Que texto!!
Tancredo e sem duvida alguma, o maior personagem politico brasileiro.
Em 1985, tinha meus 19 anos, e como todo jovem daquela época via no Tancredo, a solução, até mesmo um super heroi destes que se vê no cinema, pois, na cabeça dos jovens daquela época o Brasil precisa de herois. Seu texto é ótimo, conheci a maioria destes fatos narrados por alguns vídeos que faço questão de guardar. Hoje tenho um filho na mesma idade que eu tinha em 1985 (19 anos) converso muito com ele e conto toda esta fase política de nossa história, mostro a ele minha admiração profundo pelo Tancredo. O fato do Tancredo ter se exaltado em plenário, me surpreendeu a maneira e não o porque da exaltação, lembro das respostas que ele dava ao Maluf, sempre mostrando a pessoa culta, elegante e preparada que ele era para o cargo de presidente. A quem gostou deste relato deixo aqui uma sugestão de alguns vídeos, que existem no youtube: Tancredo Neves, Mensageiro da Liberdade (ótimo vídeo feito pelo Observatório da Imprensa); Entrevista Tacredo Neves ao Canal LIvre (ainda durante as diretas, o importante que teve que ser feito em MInas, exigência do Dr. Tancredo); Bastidores da Tragédia (mostra o calvário do Dr. Tancredo e a emoção dos repórteres envolvidos)
Me pergunto: Por quê não foi feito um filme sobre a vida (histórica) do Dr. Tancredo, pois este homem faz parte da história de nossa pátria. Filme e não documentário.
Há histórias e personagens que são capazes de nos inspirar. Este é o caso. Me lembro bem daquele dia. Estava em casa e ouvi a notícia pela TV. Como esquecer a comoção de uma Nação que perdia seu grande líder inspirador. Impossível não lembrar da comovente imagem de dona Risoleta na porta do avião presidencial agradecendo o apoio e o carinho recebido em São Paulo. O cortejo em Brasília. Do aeroporto ao Planalto. Eu o vi passar no Eixão. A subida da rampa, pena que não da forma como os brasileiros sonharam. Mas ele deixou uma semente de esperança plantada, que germinou e nos garantiu a redemocratização do Brasil. Cabe a nós todos, em sua homenagem, ajudar de alguma forma para que o país possa fazer novas travessias.
Lindo texto, escrito com o coração e a emoção de quem viveu de perto uma boa parte desta história, que agora divide conosco.
beijo
Adriana
Andrea, nós ainda não nos comhecíamos.Mas com seu avô Tancredo, conheci uma história de paixão, comoção e dor.Um silencio, prenuncio de tempestade/desastre e o Antonio Britto anuncia o que jamais queríamos ouvir.
Lágrimas de dor, de desesperança, de frustração. A perda de um lider.Uma realidade que não queríamos aceitar/acreditar desde que uma notícia do quadro médico afasto Tancredo do poder.. Uma notícia avassaladora, uma perda antes da perda .Acompahavamos todos os noticiários da luta de Tancredo pela vida, por nós, pelo Brasil.Impossível. Ele se foi.
Acompanhei Andrea, nas varandas do Palácio da Liberdade acompanhando e acalmando todos quanto queriam ffazer sua despedida ao grande Tancredo Neves. E assim evitando mais uma tragédio
Assim , em meio a esse caos de dor e perda que atingia a todos nós, tão distantes de Tancredo, comecei a sentir uma enorme admiração por Andrea, hoje uma amiga fundamentalMas ainda há muito a falar sobre toda essa históriaMas fica para amanhã, td a emoção. Obrigada Andrea
Andrea quando de sua apresentação, porque estava pensando em ter um blog e seu marido te perguntou onde arrumaria tempo para escrever,ainda bem que voce arranjou tempo para o seu blog.
Suas palavras sobre o Dr. Tancredo nos mostrou acontecimentos de bastidores da história que grande parte da população não tem conhecimento, ainda bem que voce criou seu blog, para nos passar seus conhecimentos e experiencias.
Minha mãe e minha avó são loucas pelo Tancredo.
Eu não conhecia seu blog. Um amigo na faculdade que me mostrou um texto, falando sobre como comprar documentos históricos. Achei muito boa a dica. Mas quando vi esse texto do Tancredo… mostrei logo p minha mãe. Ela me disse que até hoje lembra quando recebeu a notícia. Me marcou muito uma fala dela: “naquele momento parecia que o Brasil tinha perdido todas as esperanças de ser Brasil. Foi como se o chão tivesse sumido de todos os brasileiros.”
Andrea , que privilegio poder ter estas licoes de amor ao Brasil relembradas e vindas de um homem publico que ,tenho certeza e uma grande referencia para todos nos e tudo isto vindo com maestria nas suas palavras .Com admiracao , Angela
Que texto é esse??? Estudei muito história e nem sabia que o Tancredo viu Getúlio morrer. Acho quase impossível alguém falar da história política nacional e não lembrar de Tancredo. Cresci ouvindo que o Brasil seria outro se ele tivesse sido presidente. Se posso dar um conselho, vai ai: escreva mais sobre esses detalhes históricos. Sabemos muito pouco ou quase nada sobre isso. Precisamos saber mais detalhes da história para podermos ter a nossa própria versão.