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A PRIVACIDADE NOS TEMPOS DA INTERNET

 

O lado mágico, revolucionário da internet, todo mundo conhece. Aos poucos, começa a surgir um outro lado, repleto de perplexidades e indagações.

Pensei nisso quando li o artigo do Alcione Araújo, publicado no dia 21 de maio, no jornal Estado de Minas. Vale a pena ler. Ele relata a experiência de um jovem estudante europeu, que descobriu que o Facebook possui um arquivo dele, com tudo o que ele postou durante toda a sua vida na rede. Inclusive, pelo que entendi, aquilo que ele deletou. É impressionante.

Clique aqui para ler o artigo do Alcione Araújo.

CIÊNCIA E ÉTICA

Bill Gates disse que a ciência já tem condições de desenvolver alguns inventos que precisam superar apenas a fronteira da ética, e não mais a do conhecimento, para serem desenvolvidos. Em especial, a produção de um chip que, colocado sob a pele, funciona como um GPS capaz de arquivar todos os lugares onde estivermos. O mesmo chip poderia também gravar tudo o que falarmos durante toda a nossa vida.

George Orwell não iria tão longe.

Tudo o que escrevemos fica gravado.

Todos os lugares onde estivermos e tudo o que falarmos poderá ficar gravado.

Em pouco tempo, tudo o que pensarmos poderá também ficar gravado?

Por quê? Para que? Para quem?

Livro: 1984 - George Orwell

Privacidade e internet

E QUEM NÃO QUISER?

Começam a surgir, aqui e ali, movimentos individuais que apelam para o que seriam os novos direitos civis.

Li em algum lugar que na Alemanha um grupo de pessoas foi à Justiça pelo direito de existir fora da internet.

São pessoas que não querem que suas casas façam parte de sistemas públicos de localização na rede, pessoas que não querem ser encontradas por pessoas com quem não querem se relacionar, pessoas que não querem ter suas vidas acompanhadas, monitoradas e arquivadas em algum lugar.

Pessoas que, ao contrário de Roberto Carlos, não querem ter um milhão de “amigos” – esse eufemismo criado nas redes sociais para identificar pessoas que sequer conhecemos.

Me contaram que novos sistemas prometem que, em breve, poderemos ser imediatamente identificado em qualquer lugar que estivermos. Por exemplo, uma foto poderá identificar, em tempo real, o nome de todas as pessoas que estão atravessando uma rua em Nova York ou estão numa arquibancada de um jogo de futebol em qualquer parte do mundo.

Será?

Nunca faltará quem aponte o lado positivo de avanços como esses. A identificação rápida de terroristas e criminosos é o exemplo mais óbvio. Mas e o custo para a sociedade como um todo? E a eliminação do direito à privacidade de cada um de nós?

Imagino que esse assunto esteja sendo discutido em fóruns mais amplos que ultrapassem os interesses imediatos dos laboratórios de tecnologia.

Há mais nesses processos do que a simples conquista tecnológica.

Será que os mocinhos de hoje serão os malfeitores de amanhã?

Será que conseguiremos encontrar um equilíbrio?

Será essa a nova trincheira da luta pelos direitos individuais e coletivos?

Pelo visto, nem tudo que reluz é ouro. Ou, nesse caso, nem tudo que reluz é só ouro.

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SÃO JOÃO DEL REY

 

Depois de um certo tempo, a nostalgia é a nossa segunda casa.

Ainda assim temos, todos, um lugar em mente quando alguém nos pergunta: “De onde você é?”

Repare que a própria expressão “Eu sou de algum lugar” guarda um segundo sentido. “Eu sou” significa “eu vim”, mas também “eu pertenço”.
Eu sou de São João del Rey.
Não nasci lá.
Mas pertenço a essa cidade.
Em nenhuma outra parte do mundo experimento a mesma intimidade, o mesmo reconhecimento.

Otto Lara Resende me disse uma vez que Guimarães Rosa achava São João triste.

Pode ser.

Vivo em relação à São João o mesmo sentimento que tantas pessoas mantém com relação aos seus lugares queridos: mantenho-me mais distante, para que a ferocidade do presente não ofusque a clareza com que guardo na memória e no sentimento, a minha cidade. A cidade que vive em mim.
A cidade com seus contornos e entornos: acordar com o toque dos sinos, descer de boia o Rio das Mortes, ir de bicicleta a Tiradentes, tocar violão no Largo de São Francisco…

Veja que lindo esse trabalho do Gustavo Nolasco, Marcus Desimoni, Bruno Magalhães e Alexandre Baxter:

A Humanidade do Patrimônio. Você já tinha pensado nisso?

 

 

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RISOLETA NEVES

 

Estava com minha avó quando ela viu chegar um fax pela primeira vez.

Ela me olhou perplexa e perguntou: como é que pode?

Eu respondi: não sei.

E não sei até hoje como é possível.

Estava também com ela, anos antes, quando ela inaugurou o serviço de ligações interurbanas em Claudio, pequena cidade mineira, sua terra natal.

Na foto, ela faz a primeira ligação e eu, quase embaixo da mesa, certamente não entendia nada.

 

Risoleta e Andrea Neves

Risoleta e Andrea

Poucas décadas separam um momento do outro.

Mudanças demais, em tempo de menos.

Em velocidade cada vez maior as coisas vão tomando, umas, os lugares das outras e a gente vai se atrapalhando, sem saber direito qual é o nosso novo lugar.
Sem saber direito o que fazer com as nossas lembranças e referências.

 

CHAPEUZINHO VERMELHO

Pensei nisso quando li na Folha de São Paulo desse domingo uma história deliciosa ocorrida com o Governador Geraldo Alckmin:

 

“Era uma vez

Com o Palácio dos Bandeirantes repleto de crianças, na sexta-feira, Geraldo Alckmin lia texto a ser divulgado no plano de busca de menores desaparecidos:

- Vocês conhecem a história do Chapeuzinho Vermelho? Lembram que o Lobo afasta Chapeuzinho do caminho para a casa da vovó e a história quase acaba mal? Pois é… Lobo Mau não existe, mas pessoas más, que levam crianças para longe de seus pais, sim.

Um garoto de 7 anos, intrigado, perguntou:

- Quem é Chapeuzinho Vermelho mesmo?”.

 

REFERÊNCIAS

Em outras palavras, sou do tempo da Chapeuzinho Vermelho.

 

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SONHAR E TRANSFORMAR

 

Ontem à noite foi a abertura do Terceiro Encontro Estadual de Coleta Seletiva, que busca a inclusão sócio produtiva dos catadores de material reciclado e que ocorreu no Centro Mineiro de Referência em Resíduos – CMRR, em Belo Horizonte.

Esse espaço é uma parceria  entre o Governo de Minas, através da Secretaria de Meio Ambiente e do Servas. E nasceu de um sonho.

Um sonho que começou em 2003 e se materializou em 2007, com a inauguração do Centro.

Veja esse pequeno vídeo do Aécio, do Sá e do Rodrix na inaguração do CMRR e que reflete bem a nossa alegria pela conquista que celebramos naquele dia.

A alegria também é transformadora:

 

O SONHO do CMRR

No sonho que transformou o CMRR em realidade, éramos capazes de dar as mãos e construir um espaço democrático de diálogo, no qual pudessem se somar diferentes níveis de governos, empresas e sociedade civil organizada em torno de uma causa: a construção de um mundo sustentável e solidário. Esse trabalho tinha e tem uma dimensão prioritária: a inclusão social e produtiva dos catadores de material reciclado.

 

CIDADANIA

O Centro vem desenvolvendo um trabalho muito importante nessa área e reforça o papel de protagonismo de Minas no enfrentamento desse desafio.

Em 2009 fomos o primeiro estado do Brasil a ter uma política estadual de resíduos sólidos traduzida em Lei. Nossa lei é anterior até mesmo à legilslação nacional.

No ano passado, outra iniciativa pioneira: a criação da bolsa reciclagem. Não se trata, como pode parecer à primeira vista ,de mais um benefício social. É uma politica de remuneração do catator pelo serviço que ele presta à sociedade. Só é paga a quem presta o serviço. A Bolsa tem ainda um sentido de cidadania: reconhece e valoriza  o trabalho dos catadores como atividade profissional.

Conquistas como essas só são possíveis graças à capacidade de mobilização desses profissionais e à dedicação e comprometimento das suas lideranças que merecem o reconhecimento de todos nós. Entre elas, destaco aqui duas pessoas extraordinárias:

o Cido, diretor do CMRR:

 

 

e a Madalena, do Movimento Nacional dos Catadores de Material Reciclado:

 

SONHO

Veja esse trecho que consta do programa de abertura do Encontro realizado ontem:

“Não é saudável meter-se a profeta de sonhos exagerados. Não é
 possível identificar-se com todas as situações socialmente
 desafiadoras. Nem é preciso. Para fazer algum bem neste mundo e sentir-se parceiro da construção de um mundo mais solidário e melhor,basta alentar, com fluidez profunda, sonhos modestos que ao menos
 algumas outras pessoas possam compartilhar conosco”.

(peço desculpas por não ter anotado o nome  do autor do texto)

 

SONHO

Para alegrar o seu dia – ou a sua noite – relembro essa peça do Governo de Minas em 2010. Voce chegou a ver?

Bons sonhos para você!

 

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BEATLES

 

Eu amava os Beatles e os Rolling Stones.
Mas gostava mais dos Beatles.

E gostava mais do John do que do Paul.
Mais de Londres do que de Nova York.
Mais de montanha do que de mar.
Mais de São João del Rey do que da Bahia.

Mas os Beatles são sempre os Beatles.

Veja essa homenagem prestada ao Paul McCartney.

Na plateia, Obama.
No palco, vários artistas.
No youtube, nós.

Sabe o que me surpreende? A intimidade com que tantas gerações, em tantas partes do mundo cantam as mesmas músicas. E o sentimento de alegria e pertencimento que a gente tem com cada uma delas.

 

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O PARQUE DE JESUS

 

Para muita gente pode não ser novidade.

Para mim, foi uma grande surpresa ver um folheto que apresenta um parque temático de diversões em Orlando, na Flórida que existe há cerca de 10 anos e fica quase ao lado dos parques da Universal.

O tema é, nada mais nada menos, do que a…Bíblia!

O nome do parque é The Holy Land Experience.
Em português: A experiência da Terra Sagrada.

O personagem do parque é Jesus.

Entre as atividades oferecidas está participar da Última Ceia e assistir à aparição de Jesus diante de Pôncio Pilatos.

Outras atrações são a maior réplica de Jerusalém em recinto fechado do mundo, visitar o Jardim do Edén, assistir aos anjos anunciando o nascimento de Jesus e acompanhar a sua morte.

Tudo isso entre barracas de cachorro-quente e lojas de souvenirs.

Quando a gente acha que já tinha visto de tudo…

Veja aqui o site do Parque www.holylandexperience.com

Você já tinha ouvido falar?

 

The Holy Land Experience

Site: A Experiência da Terra Sagrada

 

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VALORES DE MINAS

 

Nos últimos 9 anos nós temos desenvolvido vários projetos sociais no Serviço Voluntario de Assistência Social – SERVAS, em Minas Gerais.
O Valores de Minas é um deles.
Com o apoio de diversos parceiros, anualmente cerca de 600 jovens são selecionados para participar do Programa. São alunos da rede pública estadual que durante um ano, participam de oficinas de teatro, dança, artes visuais e circo. No final de cada período, apresentam um grande espetáculo, totalmente desenvolvido pelos alunos e professores.

É a formatura, o rito de passagem.

Nosso foco com esse trabalho é autoestima de cada um desses meninos e meninas. É a construção da identidade , o fortalecimento da individualidade, o desenvolvimento da confiança de cada um na sua capacidade de superação, nas suas próprias habilidades.

Desde 2005 o Valores funciona no espaço hoje conhecido como Plug Minas.

O Plug é uma experiência que merece ser conhecida por todos. Também graças à solidariedade de diversos apoiadores, é um exemplo claro de como é possível somar forças para transformar.

O Plug funciona no espaço onde funcionava a antiga Febem no bairro do Horto em Belo Horizonte. No governo do Aécio ele passou a abrigar um ousado Programa voltado para adolescentes. São diversos núcleos, que oferecem atividades diferentes, que tem em comum a marca da cultura digital e artística.

Veja aqui o artigo do psicanalista Madruga que atendia os jovens internados quando no local, funcionava a antiga Febem e que participou da inauguração do Plug Minas.

Vale a pena conhecer o projeto. Mme Danielle Miterrand, Viviane Senna, Xuxa, Gabriel, o Pensador, são algumas das pessoas que se interessaram em conhecer essa experiência. Vale a pena!

 

Daniellle Miterrand visita o Plug Minas

Mme Daniellle Miterrand visita Plug Minas

 

Viviane Senna visita o Plug Minas

Viviane Senna conhece o trabalho do Servas

 

Gabriel, o Pensador visita o Plug Minas

Gabriel, o pensador aplaude espetáculo do Plug Minas

 

Visita de Xuxa ao Plug Minas

Xuxa, que preside a Fundação Xuxa Meneghel, visita o projeto Valores de Minas

 

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MÃES

 

No início de 2002 voltei para Belo Horizonte com a minha filha. Havíamos passado os dois anos anteriores no Rio de Janeiro. Ela tinha 7 anos.

Eu estava preocupada com os novos desafios que ela precisaria enfrentar: nova escola, novos colegas, novas rotinas.

Escrevi esse poema para ela, há exatamente 10 anos.

Meu desejo era que ela pudesse perceber um dia, que é verdade, que tudo muda. Mas que também é verdade que algumas coisas não mudam nunca. O amor, por exemplo.

Hoje, publico esse texto como minha homenagem pessoal a todas as mães – as que eu conheço e as que eu não conheço. A todas nós, que de forma íntima e definitiva, como dizia Caetano, sabemos a dor e a delícia de sermos o que somos.

Feliz dia das mães!

Foto - 5 gerações da Família de Andrea 

Para minha filha

Quando chegar o primeiro dia de escola nova
e os corredores parecerem muito compridos
e as escadas muito altas,
quando forem muitos os rostos desconhecidos
e o tempo dormir sobre as horas,
não se preocupe,
a hora da saída vai chegar e
eu vou estar lá.

E quando vierem as noites intranqüilas
de febre e sono agitado,
quando pedacinhos de medo
parecerem vagar pelo escuro do quarto,
aperta com força a minha mão
porque mesmo que você não saiba nunca,
eu vou estar lá.

E quando caírem os seus dentes
e você aprender a nadar,
quando você ficar muito contente
com as voltas que o mundo dá,
repare que nas mudanças
eu não mudei de lugar,
eu vou estar lá.

E quando você conhecer
o momento de se despedir,
e o papai noel e a fadinha dos dentes
deixarem de existir,
quando o peito parecer apertar
e o coração ficar pesado, difícil de carregar,
procure por mim
porque, com certeza,
mesmo que você não se lembre,
eu vou estar lá.

E quando chegar o tempo
das tardes de chuva fina
e chegar a vez das noites
mergulhadas em estórias antigas,
quando você precisar de alguém
que lhe ensine a primeira oração
e que a ajude a não esquecer nunca
que o que vale a pena
está escrito em cada coração,
fique tranqüila:
eu vou estar lá.

E quando os ventos forem fortes ou fracos demais
e as calmarias longas ou rápidas demais,
quando você quiser que de pé, na beira do cais,
alguém lhe acene a cada partida
e a abrace em cada chegada,
não se preocupe
olhe bem sob a neblina
porque,
faça sol ou faça chuva,
faça choro ou alegria ,
eu vou estar lá.

E mesmo que o tempo passe
e eu não possa mais lhe abraçar,
mesmo quando eu for para todos
apenas um retrato em algum lugar,
mesmo assim,
sempre que você precisar,
respire fundo, com calma e vagar
e no silêncio do seu coração
você vai saber:
eu sempre vou estar lá.

2002

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ITAMAR FRANCO

 

Tenho tido a oportunidade de conviver com pessoas muito especiais.
Algumas são especiais pelo talento, outras pela dedicação às causas que elegeram. Outras ainda pela forma como compreendem e lidam com as injustiças e incompreensões de que são alvos.

Itamar Franco foi uma delas.
Estivemos próximos nos últimos 10 anos de sua vida.
Participamos de algumas das mesmas reuniões, de muitos dos mesmos eventos de campanha.
Tivemos diversas conversas a dois.
Mudavam os temas, os desafios, as preocupações.

Uma única coisa não mudava: a firmeza das convicções de Itamar.

 

Foto: Andrea Neves e Itamar Franco

Andrea Neves e Itamar Franco

 

Concordávamos em muitas coisas, discordávamos em várias outras. Mas nenhuma das nossas concordâncias ou discordâncias interferiu na relação de afeto e respeito que construímos.
Esse é o artigo que escrevi quando ele morreu e que foi publicado no jornal Estado de Minas.

Algumas coisas e pessoas valem a pena não esquecer.

 

“O tempo é hóspede compulsório na vida de cada um de nós.

Se apresenta dócil no primeiro encontro e se porta como convidado discreto nos primeiros aniversários de nossos filhos.

Aos poucos, vai perdendo a cerimônia, invade espelhos e planta cansaço e saudade no quintal.

Às vezes finge desaparecer, apenas para nos assustar ao surgir, de repente, na nova voz de um filho, no primeiro namorado de uma filha.

Ele também faz mágica: leva embora nossos pais e amigos e nos transforma, subitamente, em sobreviventes.

Tempo.

O tempo abraçou e levou Itamar da mesma forma que já levou outros grandes brasileiros. Mas, como eles, de alguma forma, Itamar permanecerá conosco.

Alguns o reencontrarão nos livros de história. Outros, nas próprias memórias.

Mas cada um de nós poderá se reencontrar cotidianamente com Itamar no amor por Minas e no respeito pela política. Na impaciência com o ambiente menor da atividade pública onde florescem a ausência de escrúpulos e a mesquinharia pessoal.

Isso porque Itamar foi um apaixonado por Minas e pela política. Não fazia concessões. Não media palavras. Em diversos momentos foi incompreendido. Quanto mais o tempo passava, mais intolerante ficava com aqueles, que usam o espaço da representação pública, mais para se vingar de adversários do que para trabalhar pelo bem comum. Não se incomodava de ser polêmico: tinha um trabalho maior a fazer. Ele fez parte de uma geração para a qual imagem pública era conseqüência e não produto a ser construído.
Clique aqui e leia na íntegra

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PARA O FELIPE QUE EU NAO CONHEÇO

 

Felipe,

No dia 25 de abril você fez um comentário no meu post sobre o Thiago de Mello.
Nele, você contava o quanto gosta do trabalho do poeta e me dava uma ideia: sortear um livro autografado por ele aqui no blog.

 

Print de tela - Felipe

Comentário de Felipe Campos

 

Entendi a sua sugestão como expressão de um desejo de ter um livro com a marca pessoal do autor.

Conversei sobre isso com Thiago e acabo de receber o livro que ele enviou , com uma dedicatória para você.

Por favor, me mande o seu endereço pelo mesmo e-mail que você mandou o comentário.

Espero que o livro faça você feliz.

Abraço
Andrea